Imaginar Evidência

Évora - Malagueira


Um aspecto que me impressiona muito, na arquitectura e na cidade do nosso tempo, é a pressa em concluir tudo rapidamente. Esta tensão para uma solução definitiva impede a complementaridade entre as várias escalas, entre o tecido urbano e o monumento, entre o espaço aberto e a construção. Hoje qualquer intervenção, por mais pequena e fragmentária que seja, empenha-se de imediato numa imagem final: assim se explica a dificuldade da interpenetração entre as várias partes da cidade.

Em Évora, o tempo da compreensão e do estudo, prolongado e infindável, deu-me a possibilidade de evitar a aplicação de um único princípio pré-constituído. No decurso destes vinte anos a intervenção correu todavia o risco de ser interrompida bruscamente, exactamente por ser considerada sem estrutura e dispersiva; incapaz, portanto, de oferecer urbanidade.

A opção inicial do projecto consistia em tentar delimitar o território com intervenções disseminadas, de modo a que o tempo e a capacidade de realização pudessem depois completar o desenho, ocupando os espaços vazios. A possibilidade de seguir com continuidade a evolução do plano foi decisiva para a unidade do tecido urbano. Noutras épocas, e pelo menos até ao início deste século, era frequente que um único arquitecto acompanhasse o desenvolvimento de uma cidade. Esta condição ainda hoje é essencial, para garantir uma justa coerência.

As interpretações do plano para a Malagueira não são uníssonas: ora vão do comentário positivo, que sublinha as intervenções inovadoras, ora denunciam a agonia do processo com a consequente afirmação de ausência de futuro.

No período imediatamente após a revolução de 25 de Abril de 1974, uma zona muito ampla fora das muralhas da cidade de Évora foi destinada, no âmbito do programa SAAL, a uma Associação de Moradores. Apesar da rápida extinção do SAAL, esta população organizada, composta por cem famílias, manteve a sua intenção de construir a própria casa.

Para aquela área já existia um plano, elaborado nos finais dos anos sessenta, que previa a construção de edifícios altos, alguns dos quais foram depois realizados, que ameaçavam o perfil da cidade. Nuno Portas, Secretário de Estado para a Habitação e Urbanística no primeiro governo provisório, decidiu suspender essas construções e definiu novos princípios. Estes previam a conservação da densidade do plano anterior para mil e duzentas habitações, a preservação da faixa verde que acompanhava uma linha de água, ainda presente, e a construção de habitações baixas e alta densidade. Manifestou-se assim a intenção, decididamente inovadora no País, de preservar o território e experimentar novas soluções para a habitação.

Foi-me confiada pela Câmara Municipal o encargo da elaboração do plano, enquanto que o projecto das casas nasceu por solicitação da Associação de Moradores. Tiveram assim início, ao mesmo tempo, o trabalho sobre a cidade e sobre a arquitectura.

A primeira dificuldade substancial do programa estava já no próprio nome: habitação social, como se se tratasse de uma especialidade autónoma. A habitação é uma presença constante na cidade e é sempre social. A dificuldade seguinte resultava da insuficiente importância dos financiamentos que constituía um duro obstáculo para se alcançar uma qualidade material aceitável. Foi-se assim espalhando a ideia de que estas construções baratas deveriam ser péssimas, do mesmo passo que se associava constantemente a construção popular a algo de inconsistente, e sem qualidade. Hoje vivemos esta situação com resignação. Recordo que entre as muitas controvérsias que acompanharam este programa, uma me impressionou particularmente: as casas não eram aprovadas porque não eram consideradas construção popular, e como se existisse um "estilo menor" para este tipo de projecto. É como ligar a limitação económica à ausência de qualidade: por conseguinte, com poucos recursos, o resultado deve ser péssimo.

Com estas premissas dei início ao projecto, enquanto a participação dos futuros utentes, originada pela revolução, era o irreprimível motor de transformação que influenciou o método. Depois, no decorrer dos anos, perdeu-se esta relação directa entre o projecto e as famílias, sobretudo porque foram escasseando os financiamentos e os empréstimos que eram indispensáveis às realizações. O fim do SAAL, em 1976, transformou de facto a Associação de Moradores em Cooperativa. Por consequência, as famílias mais pobres viram-se de repente excluídas dos novos programas e as experiências mais interessantes tiveram fim. Além disso, enquanto as associações de moradores eram constituídas por comunidades já consolidadas, as cooperativas admitiam sócios de qualquer estrato social e portanto não especificamente ligados a um lugar: por esta razão, os casos seguintes envolviam a classe média. A continuidade das cooperativas foi possível através de um apoio claro e constante da administração municipal comunista de Évora, que não tem igual em Portugal. Esta situação provocou um confronto quase constante com o poder central e a consequente dificuldade em obter os financiamentos e a aprovação dos projectos. Todavia e no meio de mil obstáculos, a persistência da participação pública naquela particular situação política, constituiu um apoio importante para o projecto

Recordo-me de ter assistido numa assembleia, ainda durante o período do SAAL, a um debate muito vivo entre políticos e técnicos, em que eram muitos os preconceitos e os equívocos. Cheguei a ouvir a frase: "O arquitecto é a mão do povo". Esta demagogia era facilmente explicável naquele contexto revolucionário; todavia respondi que considerava inaceitável o silêncio e as demissões do arquitecto. Ou seja, a competência específica não pode ser eclipsada pela colectividade uma vez que constitui uma presença insubstituível. A formação profissional, com todos os seus conhecimentos, é um capital ao qual não se pode renunciar.

Naquela situação de confronto constante, sentia-me à-vontade, uma vez que a prática na construção de casas burguesas unifamiliares me tinha treinado no diálogo, no debate. Ao contrário, quem até àquele momento tinha trabalhado na construção popular não dispunha desta experiência visto que, no período anterior a 1974, aqueles programas não eram elaborados para clientes concretos, palpáveis: tratava-se de casas pré-definidas, sem utentes e sem discussão.

O diálogo que sempre existiu na construção de habitações unifamiliares, é essencial na história da arquitectura. Até o movimento moderno não se limita ao aprofundamento da evolução da habitação operária, e as casas famosas, que os protagonistas daquele período construíram (Ville Savoie ou Casa Tugendhat), foram influenciadas de maneira determinante pelos proprietários. A construção popular atravessa hoje um período obscuro e é considerada com um certo desprezo por várias razões: uma é certamente a instabilidade das tendências dos arquitectos, que fizeram da participação um assunto na moda nos anos setenta, esquecendo-se dela nas décadas seguintes. Assim, neste período, quem continua a apoiar a importância da discussão é visto com suspeita, porque se associou a participação à má qualidade que o arquitecto passivo, como "mão do povo", produziu.

Uma outra motivação para o desprezo relativamente a este tipo de projectos é dada por uma objectiva dificuldade do trabalho, que, além do mais, é pouco valorizado e mal pago. Existe a convicção de que para a habitação social qualquer coisa está bem, inclusive a redução dos honorários do arquitecto.

Contudo, bem pelo contrário, para se alcançar qualidade em projectos tão complexos é necessária uma pesquisa maior. A atitude intolerante em relação a todos estes problemas provocou o afastamento e o desinteresse das próprias populações. Todavia, noutros lados - e penso na experiência que vivi na Holanda nos anos oitenta, a participação é ainda muito forte. Provavelmente esta situação continua também a verificar-se graças ao apoio das autoridades.

O carácter da participação depende portanto dos conflitos sociais e das especificidades culturais.

Quando visitei pela primeira vez os vinte e sete hectares da área do plano, notei múltiplas presenças. Antes de mais, o bairro clandestino de Santa Maria, que a inclinação do terreno esconde da estrada para Lisboa e de uma outra municipal. Entre as duas estradas existe também uma linha de água. Numerosos vestígios testemunhavam pré-existências diversas: um banho árabe, perto de uma linha de água, e um sobreiro e um tanque numa zona mais alta. Além disso está presente e é fundamental, a Quinta da Malagueirinha, com o laranjal adjacente. Depois uma estrada atravessa também um outro bairro clandestino, Nossa Senhora da Glória, que continua com uma escola e com dois velhos moinhos. Por fim, os edifícios de sete andares, construídos no âmbito do plano anterior. Toda esta área era propriedade de uma única Quinta. Do terreno vê-se o belíssimo perfil de Évora, cidade de granito e de mármore (como raramente sucede): dali emergem a catedral, uma igreja românica e um teatro neoclássico.

Comecei a estudar a grande vitalidade do bairro de Santa Maria, estimulada pela presença de pequenas actividades comerciais. As pessoas afastam-se de casa para ir buscar água às fontes, para irem à escola ou a outro bairro: assim com o correr do tempo deixaram no terreno o desenho dos percursos que lhes eram mais convenientes. Estes vestígios, muito claros, também ajudavam a explicar comportamentos e topografia e indicavam a possibilidade das transformações e das relações. Depressa se tornou evidente que a ligação entre os dois bairros clandestinos era uma das questões fundamentais que o projecto devia levar em consideração. Pensei na necessidade de um eixo viário este-oeste que atravessasse toda a área, e também a linha de água, para ligar a nova zona à cidade. Depois, para favorecer os movimentos "invisíveis" entre o terreno e a estrada para Lisboa, decidi traçar também o eixo norte-sul, que se prolonga além do primeiro por um percurso reservado a peões. Esta cruz constitui a estrutura da intervenção e relativamente a ela teve início a discussão sobre a casa. Ao longo do eixo este-oeste foram propostas numerosas construções, que se aproximam do Bairro de Santa Maria. No espaço entre as duas zonas surge uma estrada, que chamei Broadway (designação consolidada depois pelas pessoas do lugar). Este percurso, que separa as novas construções das antigas, permite a regeneração das áreas livres das casas já existentes e torna possíveis acessos, escadas e jardins, para que os habitantes possam sair da clandestinidade.

As habitações que projectei correspondem a uma única tipologia: a construção afasta-se da estrada, libertando um pátio, para depois se unir ao longo da parede de fundo com uma outra casa que repete, por detrás, o mesmo desenho.

Os primeiros problemas, relativos à escolha de uma única tipologia, manifestaram-se durante a discussão com os habitantes e foram depois transformados numa questão política. Tinha-se espalhado a ideia, surgida no interior da assembleia ou sugerida do exterior, que construir só casas de pátio, num sector da cidade, era desumano e inaceitável. Este receio da monotonia é um desafio à busca da diferença que não pode resolver-se numa questão estética, porque se assim fosse, o resultado apareceria logo artificial, caricaturado ou inventado. A discussão foi conflituosa, como deve ser num processo participado, e contudo nunca comprometeu o diálogo. Vinte anos depois, continuo a ter o apoio das populações e das Cooperativas e portanto, não obstante os tremendos ataques por parte de políticos e arquitectos, continuo a trabalhar na Malagueira: parece-me tratar-se de um resultado excepcional. A escolha da casa de pátio não convenceu todos e por conseguinte, em pouquíssimos casos, recebi pedidos para colocar o pátio nas traseiras da casa. Estes pedidos eram ditados pelo desejo de uma presença mais forte da casa em relação à estrada e foram acolhidos porque as alterações se enquadram bem na estrutura de conjunto.

Entretanto surgira-me a ideia de elevar as redes de infra-estruturas à altura das coberturas: entre as duas casas contrapostas passa uma conduta secundária, que fornece todas as habitações partindo da conduta principal, colocada ao longo do eixo este-oeste. Opinou alguém que a razão principal desta estrutura seria o aqueduto de Évora, que na realidade me impressionou muito e por isso poderá ter representado uma primeira sugestão. Na realidade, visto que os financiamentos de que dispunha só previam a construção dos fogos, sentia a limitação dada pela presença de uma escala única. Além disso, como dificilmente, até por razões políticas, poderia conseguir interessar outros Ministérios na construção de obras públicas, tinha de encontrar uma solução que permitisse aquele diálogo, que vemos em qualquer cidade, entre o tecido uniforme e contínuo das casas e os edifícios colectivos. Esta grande estrutura, que atravessa todo o terreno, tem por isso e sobretudo a função de definir uma outra escala.

O último obstáculo à concretização desta ideia era a difícil negociação com as diferentes entidades (electricidade, água, telefones, gaz e televisão). A solução foi finalmente aceite, sobretudo porque a redução das despesas de manutenção tornava a intervenção mais económica no seu conjunto. Graças à colaboração do engenheiro Sobreira, com quem trabalhei durante quase toda a minha vida profissional até ao seu recente desaparecimento, a estrutura da conduta, em blocos de cimento, tem algo de milagroso, sendo tão leve como é.

Entre os quarteirões e o aqueduto, deixei alguns espaços livres, calculados para posterior ocupação para actividades predominantemente comerciais. Queria evitar que a localização de novas funções fosse casual e alheia a toda a estrutura do bairro. O encontro entre a conduta principal e a conduta secundária permitiu assim a criação de uma série de espaços intersticiais que multiplicam as possibilidades do projecto. Paradoxalmente, as críticas mais violentas vieram da interpretação destes espaços como lugares incompletos e fui acusado de ser "incapaz de acabar". Na realidade a preocupação morfológica do conjunto era bem viva e estes lugares efectivamente começam a ser ocupados.

Outros espaços intersticiais foram-se definindo no cruzamento entre a malha ortogonal dos quarteirões e os percursos pré-existentes, dos quais já falei. Trata-se, uma vez mais, de suportes úteis para o desenho dos espaços públicos.

Neste difícil dimensionamento desempenha um papel decisivo uma semicúpula que, como o aqueduto, será uma construção que relacionará construído e espaço aberto, lugar privilegiado da vida colectiva e suporte essencial do desenvolvimento da cidade. Não foi ainda construída e, apesar de terem sido já feitos os cálculos estruturais (e não custar muito), a garantia da sua construção é ainda longínqua. E contudo, a semicúpula está lá, foi-se definindo lentamente e à medida que tomavam forma os elementos ao lado desta pequena praça, que é o seu suporte. Naquele ponto, a conduta não é separada de tecido urbano mas faz parte dele, faz bloco com as casas. Todos estes elementos, em conjunto com a própria forma do terreno, permitem assim ler com precisão a semi-cúpula. Este espaço albergava o tanque e o sobreiro, depois destruídos pelas máquinas durante a construção. Ambos estão ainda presentes na memória e, quando se construir a semicúpula, regressarão ao seu lugar.

Esta difícil construção da segunda escala é essencial para a consistência do projecto e creio que o resultado será alcançado, a não ser que surjam inexplicáveis acções destrutivas. Recentemente manifestou-se por exemplo a intenção de alargar o eixo este-oeste em virtude de uma pretensa necessidade determinada pelo tráfego: esta intervenção destruiria a integridade do conjunto. Da aprovação ou não desta proposta fiz depender a minha continuidade em Évora. Qualquer obra deve estar disponível para alterações e transformações, mas não para a deliberada intenção de destruir.

Há intervenções às quais a cidade não resiste e muitas cidades contemporâneas mostram-nos que, superado um certo limite, não há mais resistência possível. Só quem pretende leituras acabadas e imediatas da cidade, e não sabe ler entre as coisas, acredita que a Malagueira esteja incompleta, com algumas zonas indefinidas ou esquecidas.

Impressionou-me muito uma gravura de Buenos Aires tirada na altura da sua fundação. Esta cidade, hoje maravilhosamente densa, via-se ainda em construção, com poucas casas e muitos espaços desertos. A imagem tinha um ar absolutamente inacabado e não podia deixar de ser assim, dado que as cidades não nascem já acabadas. O tempo, com muitos arquitectos e inúmeros habitantes, permite esta densidade e esta beleza que vemos quase com desespero nas cidades antigas e que hoje nos parece inatingível. No fundo, esta condição não representa um drama, mas antes a lição que torna possível esta lenta construção, de modo a que o resultado não seja frágil.

Projectei também uma igreja com um centro social e uma escola: trata-se de uma construção importante, visto situar-se num ponto de convergência entre o Bairro de Santa Maria, projectado por mim, e as altas torres do plano anterior. Nesta zona existem conflitos sociais, porque de forma muito estúpida as famílias de ciganos foram concentradas nas torres, como num gheto. Esta obra será por isso determinante. Ainda não foi realizada, mas há a certeza de que o será em breve. Da torre da igreja ver-se-á o perfil da cidade e a torre da Catedral de Évora. Uma vez mais, tive que lutar contra a teimosia de um arquitecto da Câmara que queria transferi-la para outro lado.

Relativamente à célula, li muitas interpretações que geralmente associam o vernáculo português e o racionalismo. Considero-me alheio a esta visão e não a acho importante. Creio que é necessário prioritariamente estudar as razões, de natureza económica e técnica, do contexto no qual se intervém. Para além dos limites dos financiamentos, dos quais já falei atrás, são determinantes as condições da construção local no Alentejo: zona de latifúndios e pouco habitada, na qual a maior parte do trabalho era, até a pouco tempo, sazonal. Nesta região, a resposta da produção local seguia um ritmo lentíssimo, dependente de técnicas e materiais artesanais, com a única excepção dos edifícios públicos, que eram contudo em número extremamente reduzido. Esta situação, no fundo, explica muito bem o óptimo estado de conservação de Évora e de todo o Alentejo, onde não se construía nem se destruía: uma espécie de jóia dos latifundiários.

As casas eram construídas com tijolos cozidos ao sol, que ainda hoje se fabricam e se utilizam. A resposta do projecto não podia contar com este factor, porque as dimensões do programa eram desproporcionadas relativamente à possibilidade produtiva. A produção tradicional estava portanto fora de causa. Além disso, em virtude de depois do 25 de Abril se ter dado um "boom" na construção, as grandes empresas estavam absorvidas com novas construções nas cidades mais importantes, porque era forte a ânsia de libertação e desenvolvimento. Por esta razão verificava-se uma grande penúria de construtores e de materiais.

Uma última polémica teve a ver com a cobertura em terraço. E contudo, uma das razões da escolha, por certo não determinante, era a ausência de telhas. Além disso, para construir as primeiras cem casas foi necessário que a Câmara de Évora apoiasse uma pequena fábrica existente que produzia blocos de cimento. Assim se explica a deficiência construtiva, visto faltar o indispensável saber técnico, por ausência de trabalhadores especializados. Nesta óptica o pátio, que certamente depende de claras influências históricas, explica-se pela necessidade de criar um microclima de transição entre as condições climáticas do exterior e o interior, que não podia ser suficientemente protegido pelos materiais utilizados. Ignorando estes factores não se compreende o sentido do projecto. Por outro lado, é necessário notar que as primeiras cem habitações se destinavam a pessoas que vinham do campo e que portanto conservavam ainda, no espírito, os modelos rurais. Por isso, a elaboração da casa de pátio é algo muito mais complexo e articulado do que a dicotomia entre modelo vernacular e Movimento Moderno, referências sempre presentes, mas entre muitas outras.

Aquilo que conta é esta densa malha que ultrapassa abundantemente os limites da cultura arquitectónica, da especificidade disciplinar. Toda a evolução do projecto é uma história muito interessante, influenciada pelo encontro entre origens diferentes, entre concepções opostas da família, que é difícil relatar em toda a extensão.

SIZA, Álvaro (1998). Évora Malagueira. In Guido Giangregorio (Ed.), Imaginar a Evidência (pp. 103–128). Lisboa: Edições 70. ISBN: 9724410331.